Capela de Nossa Senhora do Livramento

A Capela de Nossa Senhora do Livramento foi edificada em 1751, pela Confraria de Nossa Senhora da Concórdia, para servir os fiéis da Sobreda, que até então para participar nos ofícios religiosos tinham de se deslocar à igreja matriz da freguesia, no Monte de Caparica.

A Capela foi reedificada após o terramoto de 1755 e em 1888. Atualmente mantém-se de pé e aberta ao culto. Segundo constam algumas das imagens colocadas no altar-mor são provenientes do antigo convento dos Agostinhos Descalços.

Capela de Nossa Senhora da Assunção

A Capela de Nossa Senhora da Assunção fica anexa à antiga residência dos padres da Companhia de Jesus, na Quinta de Vale de Rosal. Pertenceu primeiro ao Colégio de Santo Antão e, depois, ao de Campolide, ambos dos mesmos padres.

Foi mandada construir com a ajuda de Martim Gonçalves da Câmara, escrivão da puridade de D. Sebastião, e em atenção ao seu irmão padre Luiz Gonçalves que gostava muito desta Quinta. É uma capela de três altares, onde no altar-mor foi colocado um retábulo em madeira representando a Assunção da Virgem Maria, a quem a capela se tornou votiva. Os frontais dos altares feitos em azulejos tinham a data de 1568. Nos dois laterais – à direita o fundador da Ordem, Santo Inácio de Loyola, e à esquerda a viva representação do martírio do P. Inácio de Azevedo e dos seus companheiros.

Conta a lenda que em tempo de grande tormenta, com muita chuva e trovoada, um raio caiu estrondosamente na capela, com tamanha fúria que chegou ao retábulo de Nossa Senhora, dividindo-o em dois. Contudo, a imagem de Nossa Senhora da Assunção manteve-se incólume.

A capela de Vale do Rosal foi reedificada parcialmente no ano de 1889 e o restante no ano de 1890, à época em que era Superior o reverendíssimo P. José da Cruz, a quem sucedeu o P. Joaquim Abreu Campo Santo.

O fogo que foi lançado na Quinta aquando da Implantação da República destruiu praticamente a totalidade da capela, que tem vindo a ser reconstruída e recuperada pelos actuais proprietários.

Texto e foto de Víctor Reis